#44 – Como vou levar dinheiro na viagem?

21/05/2021 12 Por TR

E essa viagem, sai ou não sai?

Confesso que a cada dia que passa eu adianto um pouco mais os planos, a cada dia subtraio um do dia de inicio e já estou numa data incrivelmente perto. Como sempre falo, planos são feitos para termos um norte, mas também são feitos pra serem modificados rsrs. Mas vou deixar isso pra outro post, nesse vamos falar de dinheiro, na verdade, mas especificamente, como pretendo levar dinheiro pra essa viagem sem data de volta definida.

Pra quem nunca pensou no assuntou ou refletiu sobre existem várias formas diferentes de levar dinheiro numa viagem. A forma mais comum é o famoso dinheiro vivo, seja qual for a moeda local, levando reais, dólares, euros e no decorrer da viagem vai trocando nas casas de câmbio e pronto. Outra forma é levar cartão de crédito (pré ou pós pago) ou débito, realizando os pagamento nas maquininhas normalmente com a função internacional ativada. Por último, as contas internacionais, que oferecem os cartões de saque, de forma que o viajante consegue ir realizando saques ao longo do caminho.

Dinheiro vivo

É a forma mais comum e simples de levar a grana, porém há duas grandes desvantagens: a primeira é o câmbio, porque se perde muita grana se for ter que fazer a troca de moeda em cada país que passar, a conversão não chega a ser vantajosa e ainda tem o deslocamento pro local da cidade para as melhores casas de cambio. A segunda desvantagem é a segurança, quanto mais longa a viagem mais cara ela fica, e assim mais dinheiro precisa. Levar muita grana junto carrega o grande risco de ser roubado e perde toda a economia, é um risco desnecessário e é por isso que não vou levar prioritariamente dessa forma.

Claro que vou levar uma reservinha escondida na mochila, estou pensando em 100 dólares ou um pouco mais, mas esse dinheiro é aquele da emergência, como perda de carteira, cartão ser bloqueado ou comido pela máquina, etc.

Cartão de crédito/débito/pré-pago

Uma forma muito prática e simples também. Tenha limite (ou carregue ele antes) e saia gastando, pronto!

O grande vilão aqui são as taxas, cartões nacionais sofrem com o famoso IOF, numa taxa salgada de 6,38%, isto é, cada compra que fizer no cartão paga no mínimo 6,38% pro governo (sem falar que cada cartão tem sua política de câmbio), outra desvantagem é que geralmente o câmbio usado por esses cartões é o de turístico, que é mais alto do que o comercial.

De qualquer forma, mesmo com as desvantagem o cartão de crédito chega a ser um puta de um amigão em emergências. Seja qual for a situação, ter em mãos um cartão desses pode aliviar muita barra mesmo pagando mais caro e é por isso que vou levar o meu, nem que seja pra usar 2 ou 3x no ano rsrs.

Conta internacional

Aqui está a forma que eu escolhi e a qual vou usar para concentrar a maior parte das minhas finanças. Para mim a maior vantagem de ter uma conta internacional é poder sacar dinheiro do caixa eletrônico da rede no país que você tiver na moeda que o país aceitar, isto é, você tem uma conta em dólar ou euro e saca em pesos chilenos, por exemplo, a conversão é feita pelo banco emissor e geralmente (depende do banco) é um câmbio comercial (mais vantajoso). Isso dá a segurança de não ter que levar muito dinheiro vivo ou pagar taxas muito altas.

Mas ter uma conta internacional não nós protege do famigerado IOF, porém, ameniza a fome dele. A taxa fica em 1,1%, o que é um delícia em cima de 6,38% não? Outra taxa que alguns bancos podem cobrar é a taxa de saque, assim como anuidade, abertura, administração e por assim vai, mas tudo depende do banco.

Qual banco eu escolhi?

Entre as várias opções que temos de mercado separei 3 pra mostrar pra vocês, são eles: Banco N26, Banco BS2 e o C6 Bank, os três são bancos digitais que ajuda muito na hora de resolver algo distante, além de encaixar melhor no meu perfil também.

O C6 Bank tem algumas leves reclamações de atendimento ruim no mercado, mas também tem aqueles clientes satisfeitos. Eu fiz um cartão de crédito deles só pra testar e ver com é. Eles cobram 2% de spread do cambio comercial, não cobram anuidade mas cobram taxa de saque de U$ 5 por saque. O IOF de 1,1% não tem como fugir e também não possui seguro viagem. O grande ponto negativo que eu vi do C6 é a taxa de abertura da conta global, cobrando U$ 30 pra isso, taquipariu!

O BS2 foi o banco atualmente escolhido por mim, mas não é o melhor em termos de custo. Ele também cobra 2% de spread do cambio comercial, o mesmo IOF de 1,1% e também não tem seguro viagem. Também não cobra anuidade e o cada saque tem uma tarifa de U$ 5 também. A diferença aqui e é o motivo relevante do porque escolhi ele é que não há taxa de abertura, fugindo um pouco dos U$ 30 do C6 Bank Global.

Mas o melhor banco digital pros meus objetivos, performando melhor em atendimento, solução e custo é o Banco N26. Eu já ouvi falar desse banco quando estava na Europa com uns amigos e todos tinham, era o Nubank de lá, mostrando ser zero taxas tudo e muito versátil. Ele é basicamente zero tudo! Sem anuidade, sem IOF, sem custos pra abrir conta, sem spread na taxa de cambio, é realmente interessante, o único custo da sua conta N26 Stander (básica) é que ele cobra 1,7% do montante para saques. Outra grande vantagem do N26 é que ele é multi-moedas, pode ter conta em peso, euro, dólar, yene, moeda do país que tiver, enquanto que o C6 tem apenas duas (dólar e euro) e o BS2 apenas dólar.

Sem dúvida eu escolheria o N26 pra começar a viagem, mas não é possível pois ele ainda não está disponível para residentes brasileiros, há um projeto de expansão pro Brasil e tudo mais, as expectativas é de inicio das operações no final de 2021, então é só chorar e esperar.

Fazendo uma simulação simples, supondo que eu gaste R$ 3000 por mês durante 12 meses fazendo 1 saque por mês, em cada banco eu pagaria aproximadamente:

C6 Bank: U$ 90 (saque e abertura) + R$ 1116 (IOF e spread)

BS2: U$ 60 (saque) + R$ 1116 (IOF e spread)

N26 Stander: R$ 612 (saque)

Diferença muito boa entre eles não? Confesso que espero muito que o N26 abra logo suas operações no Brasil, a vantagem é muito clara, mas enquanto isso vamos de BS2 mesmo.

Aproveitando que esse post tá com cara de informativo vou dar mais um informação legal, o N26 tem uma conta paga também, na verdade tem várias, mas a que mais me interessou foi a N26 YOU. Nessa conta é cobrado uma mensalidade de € 9,9, mas essa taxa isenta os 1,7% de montante do saque, também dá algumas outras vantagens extras lá e também um seguro viagem, que pelo que eu pesquisei é muito bom. Daí essa troca é totalmente justa, pagar € 9,9 por mês é quase que o equivalente ao custo de saque, portanto, super válido!!

Essa é a forma que vou me organizar financeiramente, levando um pouquinho de tudo (famosa diversificação) e tendo a conta internacional como meio principal. A partir disso a “task list” no quesito financeiros já morrem, sendo um tópico a menos pra pensar.

TR