#41 – Investindo em Startup

22/04/2021 4 Por TR

Trabalhar numa startup é algo muito interessante, recomendaria fortemente pra quem pretender ter uma boa experiência de dinamismo numa empresa de crescimento rápido, nada daquelas demora infinitas pra acontecer ou burocracias e chefes barrando as suas ideias ou tentativas, uma startup é um ambiente perfeito para muito, muitos testes e buscas por resultados, tanto na base da exaustão (tentativa e erro) quanto do conhecimento técnico.

Atualmente eu trabalho em uma startup e já trabalhei em outras duas. Sempre fiquei vidrado com o funcionamento e a lógica do crescimento explosivo delas, aquela sede por um crescimento insustentável que muitos arregalam os olhos quando olham os números do prejuízo. É muito difícil uma pessoa com pensamentos padrões “normais” da sociedade entender porque Nubank, Ifood, Uber, Airbnb e outras startups dão (davam) prejuízos crescentes ano após ano e ainda assim serem tão valorizadas e aclamadas no mercado.

Enquanto uma empresa normal cresce 5%, 10% no ano, uma startup cresce 20%, 30% ao MÊS (eu trabalho em uma, são dados reais), chegando a crescer mais de 200%, 500% no ano! Esse tipo de crescimento sempre me encantou (sou um investidor ousado rsrs) e sempre tive a curiosidade de saber como é investir nesse setor, porém, não tenho dinheiro pra isso, nem contatos, nem know-how, não tenho nada!

No entanto faz um tempo que estou de olho na Bossa Nova, que é o Venture Capital mais ativo da América Latina que investe em startups nos estágios anjo e pre-seed (apostes ali entre R$ 100k a R$ 1M). A Bossa Nova conseguiu uma forma de deixar o pequeno investidor (como eu) sentir o gostinho desse mercado, lançando CCBs (Célula de Crédito Bancário), que são como se fossem fundos em que o investidor pequeno investe e eles usam essa grana para aportar em startup pre selecionadas.

Quando eu conheci o CCB Brasil 1 a rodada de captação já tinha acabado. Depois eu vi a CCB Brasil 2 abrindo e eu acabei enrolando e a captação encerrou em menos de 2 dias. Agora o CCB Brasil 3 acabou de abrir e eu fiz logo meu investimento, em menos de 24h de abertura já tinha captado mais de 70% do montante pré definido (R$ 10M) e isso porque ninguém pode investir mais de R$ 40.000, isto é, tem bastante gente interessada mesmo.

Investir em Startup é arriscadíssimo, mas também pode valer muito a pena caso você saiba onde está pisando. Como eu disse, não tenho a quantia de dinheiro necessária pra aporta numa startup e muito menos pra montar um portfolio delas (diversificar sempre), também não tenho os contatos, o conhecimento nem nada, mas quero participar.

Investindo através da Bossa Nova eu consigo investir por meio de um dos maiores investidores-anjo do mercado (João Kepler), usando a expertise dele, o tempo dele, a assessoria e o gerenciamento de risco dele, mas com o meu dinheiro. É vantajoso pra Bossa Nova, que consegue captar dinheiro pra investir em mais startups sem ter que dever o cú pra bancos, e é vantajoso para investidores como eu, que gostaria de investir um pouquinho também nesse setor, assim como também é vantajoso para o empreendedor, que terá capital pra tentar levantar seu negócio.

Claro que também existem desvantagens e uma delas é que o CCB é um investimento de baixíssima liquidez, não baixíssima como uma ação sem liquidez ou um imóvel, e sim zero liquidez mesmo, 10 anos é o tempo necessário pra manter a grana lá, mas isso não me incomoda e nem encaro como desvantagem, na verdade eu sou a favor.

Investimento de longo prazo é investimento de LONGO prazo e pronto, startups precisam em média 8 anos pra se consolidarem no mercado. Um dos motivos de eu não ser fã de fundos de investimento de ações é porque os cotistas não são investidores de longo prazo, dessa forma o gestor tem que ficar sempre alerta com grande fuga de capital e ter que se desfazer de posições que ele não gostaria em horas extremamente erradas e não tendo dinheiro pra aportar em momentos de queda (Covid foi um grande exemplo disso), eu investia em fundos de bons gestores se fosse resgates D+360, D+720 e por assim vai hehe, mas não existe, os regulamentos não deixam.

Esse CCB Brasil 3 tem investimento mínimo de R$ 5.000 e máximo de R$ 40.000. O pagamento é uma parcela única daqui a 10 anos e eles garante uma rentabilidade mínima de 2,75% a.a., isto é, não há o risco da ruína aqui, caso todas as startups investidas quebrem a Bossa Nova assume o prejuízo e devolvem 2,75% a.a. em 10 anos. Porém, a Bossa Nova tem um histórico de ser uma das VC mais rentáveis da América Latina e até do Mundo, tendo um histórico de rentabilidade média dos últimos dois anos de 24% a.a., já investiu em mais de 870 startups sendo que uma delas eu tenho em carteira, a Méliuz.

A imagem acima mostra as startups já pre definidas pra entra na carteira desse CCB Brasil 3, mas ao longo dos 10 anos a intenção é ter até 40 startups pra conseguir uma boa diversificação, é aquela máxima da diversificação, mesmo que 10 delas quebrem, e 29 andem de lado, basta apenas uma delas ser uma AirBnB da vida e ter o exit no IPO pra compensar todos os outros investimentos. É é um investimento de alto risco, mas é um investimento convexo; parado pra pensar esse alto risco nem é tão alto assim, porque a princípio o meu aporte + 2,75% a.a. estão garantidos, eu só vou perde o custo de oportunidade ou perder todo o investimento se a Bossa Nova falir.

Pra quem tiver interesse houve a reabertura do processo de captação, porém tem grandes chances de se acabar rápido, pois com 2 dias de abertura já atingiram 104% da meta. Pra quem quiser dar uma olhada basta fazer cadastro na plataforma INCO (que inclusive é uma startup que está no portfolio) e depois procurar pelo CCB Brasil 3.

Esse provavelmente vai ser o investimento mais longo e intocável que eu vou ter, pois mesmo que eu ainda tenha ações que comprei a 5 anos atrás eu sempre acabo balanceando a carteira, já nesse aqui não consigo balancear com vendas, apenas entrando em outros CCBs. Daqui a 10 anos eu volto aqui e conto pra vocês como foi essa experiência, quem será que me aguenta até lá?

TR